Playboy Nº 190 | Maio/1991 | Vera Zimmermann | Exemplar de Assinante | Pôster da Cristy Thom
R$22,90
No auge da Divina Magda, a edição reúne Marília Gabriela, David Lynch, moda de inverno e um pôster internacional preservado em excelente estado.
Quando a novela das oito entrava em sua reta final, uma personagem secundária havia conseguido algo raro: transformar um bordão em fenômeno de reconhecimento. A Divina Magda de Meu Bem, Meu Mal chegava à Playboy justamente no mês em que a trama se despedia da televisão, levando para a capa uma atriz que já tinha trajetória no teatro, mas acabava de conquistar projeção nacional. O número ainda reúne jornalismo, cinema, comportamento e um amplo especial de moda, formando um retrato particularmente expressivo de 1991.
Estado Geral de Conservação: BOM
- CAPA: estruturalmente bem preservada, com boa integridade das bordas e da composição gráfica. Apresenta leves sinais de manuseio e desgaste nas extremidades. O principal ponto de atenção é um rabisco de caneta localizado diretamente sobre o nariz de Vera Zimmermann, interferindo visualmente na fotografia de capa e sendo o fator de maior peso na classificação geral do exemplar.
- CONTRACAPA: em muito bom estado de conservação, com discretos sinais de uso, atrito e manuseio concentrados principalmente na região próxima à lombada.
- LOMBADA: em bom estado estrutural, mantendo o miolo unido e firme. Apresenta sinais de atrito nas extremidades superior e inferior, sendo o desgaste mais acentuado na extremidade inferior, onde há pequena perda de material.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, completo e muito bem preservado.
- MIOLO: completo e íntegro, apresentando leve amarelamento natural do papel, mais perceptível junto às bordas. O envelhecimento é mais acentuado na página da Playmate, na página anterior ao pôster, na página posterior ao pôster e nas duas últimas folhas da revista. Não há indicação de páginas ausentes ou recortes.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante. Apesar da boa conservação estrutural, do miolo completo e do pôster em excelente condição, o rabisco de caneta sobre o rosto da modelo de capa, aliado ao desgaste com pequena perda de material na extremidade inferior da lombada, justifica a classificação geral em BOM.
Magda já era chamada de divina em 1991; para o colecionador, o detalhe realmente celestial é ainda encontrar sua edição com pôster, miolo completo e estrutura preservada.
Mais informações na descrição do item abaixo
Informações Rápidas
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 190
- Data: Maio de 1991
- Quantidade de páginas: 170 páginas
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: Cr$ 900,00
- Modelo de capa: Vera Zimmermann
- Fotógrafo da capa: Klaus Mitteldorf
- Pôster: Cristy Thom — presente e em excelente estado de conservação
Modelo em Destaque — Vera Zimmermann
Vera Alice Santos Zimmermann, nascida em 30 de março de 1964, chegou à Playboy de maio de 1991 aos 27 anos. As fontes biográficas divergem entre São Paulo e Santos quanto à cidade exata de nascimento; o dado seguro é sua origem no estado de São Paulo, motivo pelo qual a localização não deve ser fechada além disso no registro colecionável.
Sua história artística havia começado muito antes de Magda. Aos 17 anos, Vera entrou profissionalmente no teatro e trabalhou com Antunes Filho, participando de montagens como Eterno Retorno e Macunaíma. Era uma formação de palco bastante distante da imagem puramente televisiva com a qual boa parte do público viria a conhecê-la.
Ainda adolescente, sua imagem já havia inspirado outro capítulo singular da cultura brasileira. Caetano Veloso compôs Vera Gata, incluída no álbum Outras Palavras, de 1981. Décadas depois, a própria atriz definiria a homenagem como um dos maiores presentes de sua vida. Poucas modelos de capa da Playboy podem dizer que já haviam sido transformadas em canção por Caetano antes mesmo de consolidar a carreira televisiva.
A televisão, porém, seria o ponto de virada. Em Meu Bem, Meu Mal, exibida pela Globo entre outubro de 1990 e maio de 1991, Vera interpretou Magda. O mordomo Porfírio, vivido por Guilherme Karam, reagia à personagem com o bordão Divina Magda, expressão que conquistou o público e acabou colando definitivamente à imagem da atriz. A novela também marcou sua estreia em telenovelas da Globo.
A cronologia torna esta Playboy especialmente interessante: Meu Bem, Meu Mal terminou em 18 de maio de 1991, exatamente no mês desta edição. Portanto, a revista não estava resgatando uma personagem antiga; estava aproveitando a repercussão enquanto ela ainda dominava a televisão. A chamada Meu Bem Meu Mal — Vera Zimmermann, a Divina Magda nua colocava nas bancas a personagem no instante máximo de reconhecimento popular.
A participação também representava um reencontro de Vera com a Playboy. Ela já havia realizado um ensaio para a revista em setembro de 1985; seis anos depois, voltava em circunstâncias completamente diferentes, agora transformada em personalidade nacional e ocupando a própria capa.
Para a nº 190, a fotografia ficou a cargo de Klaus Mitteldorf, nome fundamental da fotografia brasileira de moda e publicidade. A capa se distancia de cenários elaborados para trabalhar rosto, pele, olhar e grandes áreas de cor. O azul intenso do logotipo contra a paleta rosa e clara produz uma das composições mais reconhecíveis dessa sequência de edições do começo dos anos 1990.
Depois da Playboy, Vera não ficou aprisionada à Divina Magda. Ainda em 1991, seguiu na Globo em Vamp; posteriormente construiu uma trajetória extensa em televisão, cinema e principalmente teatro, passando por produções como O Profeta, Negócio da China, Os Dez Mandamentos e O Rico e Lázaro. No cinema, integrou ainda as produções relacionadas ao caso Richthofen lançadas em 2021.
A ligação com Magda, curiosamente, nunca desapareceu completamente. Anos depois, Vera reprisou a personagem em uma participação em Ti Ti Ti, transformando o bordão que havia marcado 1991 em referência afetiva para quem acompanhara aquela geração de novelas.
E sua carreira permanece ativa. Entre 2023 e 2024, esteve nos palcos em produções como Diadorim e Sylvia; em 2025, integrou Projeto Clarice, montagem construída a partir de cinco contos de Clarice Lispector e apresentada em São Paulo e posteriormente em Cubatão. O teatro que havia inaugurado sua trajetória aos 17 anos continua, portanto, sendo parte central de sua vida profissional mais de quatro décadas depois.
Para uma coleção de Playboy, essa trajetória dá à nº 190 um interesse incomum. A revista captura Vera Zimmermann no exato encontro entre a formação teatral que vinha dos anos 1980 e a popularidade televisiva recém-conquistada pela Divina Magda. É um daqueles casos em que a data impressa na lombada coincide quase perfeitamente com o auge cultural da personagem retratada.
Ensaio Principal — Vera Zimmermann
O ensaio começa na página 38, apresentado como uma produção com a sedutora e divina Magda de Meu Bem, Meu Mal. O texto é assinado por Caetano Veloso, conexão editorial particularmente significativa diante da história pessoal entre o compositor e sua antiga musa.
A produção ganha ainda mais força pela presença de Klaus Mitteldorf. Sua fotografia trabalha com linguagem de moda, textura e composição, permitindo que Vera apareça menos como extensão literal da personagem televisiva e mais como personalidade própria.
Essa distinção importa. A capa usa Magda para capturar imediatamente o leitor de 1991; o ensaio, por sua vez, procura separar atriz e personagem, transformando a mulher conhecida da televisão em protagonista de uma produção fotográfica autônoma.
Pôster / Playmate em Destaque — Cristy Thom
Nas páginas brasileiras, ela é apresentada como A Bela do Oriente: uma jovem nissei de Los Angeles que desejava transformar a proximidade geográfica com Hollywood em carreira diante das câmeras.
Seu nome artístico é Cristy Thom e seu nome de nascimento é Li-Wah Thom. Registros biográficos posteriores indicam nascimento em 8 de setembro de 1971, em Los Angeles, Califórnia, filha de ascendência asiática.
Existe aqui uma curiosidade documental bastante interessante. A Playboy brasileira a apresenta com 20 anos, enquanto a data de nascimento registrada posteriormente a colocaria com 19 anos em maio de 1991. Em vez de forçar uma conciliação, o mais correto para o colecionador é preservar ambas as informações como parte da documentação disponível sobre a modelo.
Outra diferença importante está no calendário internacional. Apesar de ocupar o pôster da edição brasileira de maio, Cristy Thom não foi a Miss May da Playboy americana. Nos Estados Unidos, ela havia sido escolhida Playmate of the Month de fevereiro de 1991; a Playmate americana de maio seria Carrie Jean Yazel. A edição brasileira frequentemente reorganizava ensaios estrangeiros em meses diferentes, criando uma cronologia própria.
O ensaio americano original de Cristy foi fotografado por Arny Freytag, um dos fotógrafos mais associados aos centerfolds clássicos da Playboy.
A ambição de atuar, destacada no texto brasileiro, chegou a produzir alguns resultados concretos. Cristy participou de Meatballs 4, em 1992, e teve uma pequena aparição em Best of the Best II, de 1993. Continuou também aparecendo em vídeos e publicações especiais da Playboy.
Mas sua trajetória acabou tomando um rumo muito diferente daquele projetado nas páginas de 1991. A partir de 1993, Cristy direcionou seu interesse para as artes visuais; em 2001, concluiu formação em Fine Arts pela Otis College of Art and Design. Seus trabalhos foram posteriormente exibidos em diferentes galerias, e ela passou a atuar como pintora e fotógrafa. Em 2002, apareceu inclusive na publicação especializada New American Paintings.
Há ainda outra peculiaridade internacional: Cristy seria escolhida Playmate of the Year de 1992 na edição holandesa da Playboy, ampliando a circulação de sua imagem para além da publicação americana original.
Neste exemplar brasileiro, seu pôster original permanece presente e em excelente estado, preservando uma peça que conecta diretamente a Playboy brasileira à produção internacional da marca naquele começo de década.
Outros Ensaios e Destaques Femininos
- Mulheres — pág. 24: dez estrelas compartilham histórias pessoais em uma pauta de comportamento construída ao redor da vida afetiva e da exposição pública.
- Melissa Benson — pág. 68: apresentada como A Gata da Avenida, a passista da Imperatriz ganha um ensaio diretamente associado ao Carnaval daquele ano.
- Tensão e Sedução — pág. 78: registros ligados ao novo filme de Neville d’Almeida, reunindo nomes como Cláudia Raia, Mariana de Moraes e Louise Cardoso.
- Cristy Thom — pág. 58: ocupa o pôster como A Bela do Oriente, trazendo o elo internacional da edição.
Índice ou Sumário da Edição
Desejos e Prazeres
- Mulheres — pág. 24: dez personalidades contam episódios de suas vidas, dentro da tradicional mistura de celebridades e comportamento da Playboy.
- Vera Zimmermann — pág. 38: a Divina Magda passa da televisão para o ensaio principal.
- A Bela do Oriente — pág. 58: pôster de Cristy Thom, a jovem de Los Angeles que alimentava ambições hollywoodianas.
- A Gata da Avenida — pág. 68: Melissa Benson leva a energia do Carnaval para as páginas da revista.
- Tensão e Sedução — pág. 78: cinema nacional e atrizes conhecidas se encontram em registros ligados à produção de Neville d’Almeida.
Gastronomia
- O Homem na Cozinha — pág. 18: camarões e palmitos compõem a receita central da seção gastronômica.
Moda e Estilo
- O Homem no Espelho — pág. 22: perfumes importados e o repertório masculino de consumo do início dos anos 1990.
- O Futuro Bate à Porta — pág. 52: casas inteligentes e computadores programando segurança — uma visão extremamente característica do futuro imaginado em 1991.
- A Mesa do Presidente — pág. 54: a revista entra no Palácio do Planalto para observar poder e intimidade por outro ângulo.
- Charme na Hora Certa — pág. 74: tendências do universo dos relógios.
- Moda Inverno — pág. 93: amplo guia de roupas e acessórios, anunciado na capa como um especial de 40 páginas.
Comportamento
- A Outra dos Nossos Sonhos — pág. 34: reportagem sobre relações a três.
- Cantada Poliglota — pág. 83: um roteiro internacional de conquista, alinhado ao imaginário cosmopolita da revista naquele período.
Ficção e Literatura
- Dona Isabel — pág. 66: conto de estreia do jornalista Paulo Nogueira, explorando juventude e descoberta.
- Valentina no Metrô — pág. 141: a cultura urbana aparece filtrada por uma personagem ligada ao cotidiano do transporte coletivo.
Poder e Fama
- Entrevista — Marília Gabriela — pág. 29: uma conversa com uma das entrevistadoras mais conhecidas da televisão brasileira, desta vez ocupando o lugar de entrevistada.
- Perfil — David Lynch — pág. 48: o diretor que havia levado para o cinema e a televisão um universo de estranhamento, fantasia e desejo.
- 10 Perguntas — Adriana Esteves — pág. 158: a jovem atriz comenta aspectos pessoais e profissionais num momento inicial de sua trajetória.
- Cinema e Música — pág. 161: Woody Allen, Bette Midler, Paul Mazursky e lançamentos musicais compõem o panorama cultural.
- Flagrantes Indiscretos da Fama — pág. 166: registros de Drica de Moraes, Mylla Christie, Luciana Braga e outras personalidades.
Humor e Tecnologia
- As Piadas de Playboy — pág. 168: o tradicional encerramento de humor.
- High Tech — pág. 164: novidades tecnológicas vistas pelo olhar de um mundo prestes a entrar numa década de transformação digital.
Entrevista — Marília Gabriela
Colocar Marília Gabriela como entrevistada, e não entrevistadora, já era por si só uma inversão interessante. Na época, ela havia consolidado uma imagem pública diretamente ligada às grandes conversas da televisão brasileira.
A edição trabalha justamente com essa troca de posição: quem habitualmente conduzia perguntas passa a respondê-las. Para o colecionador interessado na história da televisão, é um dos conteúdos que dá ao número valor muito além da capa.
Perfil — David Lynch
Em 1991, David Lynch ocupava posição singular na cultura audiovisual. O sucesso e a estranheza de seus trabalhos haviam transformado seu nome em sinônimo de um cinema no qual fantasia, inquietação e desejo conviviam sem explicações fáceis.
Sua presença no perfil da edição faz da revista um curioso ponto de encontro entre a cultura televisiva brasileira representada por Magda e um dos diretores mais autorais do cinema americano.
Importância Histórica e Cultural
A nº 190 chegou às bancas num Brasil em que televisão aberta, novelas e revistas impressas ainda compartilhavam enorme poder de criação de celebridades. A capa é quase uma demonstração perfeita desse mecanismo: uma personagem de novela produz um bordão, o bordão transforma a atriz em fenômeno popular e, poucas semanas depois, essa popularidade ganha forma física numa revista.
Ao redor dela, a publicação documenta outros desejos daquele período. Perfumes importados, relógios, moda de inverno, viagens à Europa, casas controladas por computadores e o ambiente do poder político formam um mosaico das aspirações do começo dos anos 1990.
A presença simultânea de Marília Gabriela, David Lynch, Adriana Esteves, Cristy Thom e Vera Zimmermann dá ao número uma diversidade editorial difícil de separar de seu contexto histórico: televisão brasileira, Hollywood, fotografia internacional e cultura urbana aparecem no mesmo objeto.
Curiosidades da Edição
- A revista foi publicada no mesmo mês em que Meu Bem, Meu Mal chegou ao fim, registrando Vera Zimmermann exatamente no auge da repercussão de Magda.
- Vera já havia posado para a Playboy em 1985, mas em 1991 retornou com outro status: agora era uma personalidade televisiva nacional e ocupava a capa.
- Cristy Thom, pôster desta edição brasileira, havia sido originalmente Playmate of the Month de fevereiro de 1991 nos Estados Unidos, e não de maio.
- O pôster de Cristy foi originado de um ensaio fotografado por Arny Freytag, fotógrafo intimamente associado à linguagem clássica dos centerfolds da Playboy.
Valor para Coleção
- Capa com Vera Zimmermann aos 27 anos, no auge da repercussão da Divina Magda.
- Fotografia de capa assinada por Klaus Mitteldorf.
- Exemplar de assinante.
- Pôster original de Cristy Thom presente e em excelente estado.
- Miolo completo, com 170 páginas.
- Entrevista de destaque com Marília Gabriela.
- Perfil dedicado a David Lynch.
- Conteúdo ligado ao cinema brasileiro, televisão, moda, comportamento e tecnologia de 1991.
- Forte relação cronológica entre a publicação e o encerramento de Meu Bem, Meu Mal.
Usos e Benefícios
- Excelente para acervos cronológicos da Playboy brasileira.
- Interesse especial para coleções dedicadas à televisão brasileira e às novelas dos anos 1990.
- Material de pesquisa sobre fotografia editorial, moda, publicidade, comportamento e cultura pop.
- Peça relevante para colecionadores de trabalhos de Klaus Mitteldorf.
- Interesse adicional para acervos dedicados às Playmates internacionais, graças ao pôster de Cristy Thom.
- Documento visual de uma época em que revista, novela e publicidade se retroalimentavam na construção de ícones populares.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Este não é o exemplar indicado para quem busca uma capa sem interferências: o rabisco de caneta sobre o nariz de Vera Zimmermann é visível e precisa ser considerado na escolha. Para o colecionador que prioriza completude e conteúdo original, porém, o conjunto continua bastante interessante.
A revista permanece íntegra, com miolo completo e pôster original em excelente estado de conservação, justamente um dos componentes que mais frequentemente desaparecem das Playboys dessa época. Soma-se a isso sua condição de exemplar de assinante e uma estrutura interna bem preservada, apesar do envelhecimento localizado de algumas páginas.
Assim, o valor deste exemplar está menos na perfeição estética da capa e mais na preservação do conjunto editorial: Vera Zimmermann no auge da Divina Magda, pôster original presente e todo o conteúdo da nº 190 reunido em uma única peça. Para quem aceita uma marca visual evidente em troca de completude, é uma opção coerente e historicamente muito representativa.
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