Playboy Nº 175 | Fevereiro de 1990 | Mara Maravilha | Pôster de Reneé Tenison Presente | Exemplar de Assinante
R$349,90
Uma das capas mais simbólicas da televisão brasileira na virada da década, acompanhada por entrevista de Abílio Diniz e pelo pôster de uma futura Playmate of the Year.
Em fevereiro de 1990, Mara Maravilha vivia o auge de sua projeção como apresentadora e cantora infantil, o que deu a esta capa uma repercussão muito particular. A Playboy contrapôs a imagem televisiva conhecida por milhões de brasileiros a uma produção adulta que marcou definitivamente sua trajetória editorial. No miolo, a americana Reneé Tenison aparece pouco antes de conquistar um título histórico na Playboy, enquanto a entrevista com Abílio Diniz registra outro episódio profundamente ligado ao Brasil daquele momento.
Estado Geral de Conservação: MUITO BOM
- CAPA: muito bem preservada em sua estrutura e apresentação geral, mantendo fotografia, cores e chamadas com boa intensidade. Apresenta algumas manchas decorrentes do envelhecimento, perceptíveis especialmente em áreas próximas à lombada, além de pequeno desgaste na extremidade superior esquerda, originado junto à junção com a lombada. As demais extremidades possuem apenas sinais discretos de manuseio.
- CONTRACAPA: em ótimo estado de conservação, com superfície e imagem muito bem preservadas, apresentando somente discretos sinais compatíveis com armazenamento e manuseio.
- LOMBADA: firme e estruturalmente preservada. Na extremidade superior há pequeno levantamento/descolamento inicial da camada de papel, ainda sem desprendimento completo. A extremidade inferior apresenta leve desgaste localizado, sem comprometer a união do miolo.
- PÔSTER: presente e em excelente estado de conservação, trazendo Reneé Tenison, importante diferencial deste exemplar.
- MIOLO: íntegro e em ótimo estado de conservação. Apresenta amarelecimento mais perceptível na última página, junto à seção de piadas, além de leve amarelecimento nas páginas adjacentes ao pôster. Em algumas outras folhas nota-se discreta alteração de tonalidade concentrada principalmente nas bordas, compatível com o envelhecimento natural do papel.
- OBSERVAÇÃO: exemplar de assinante, com 134 páginas, miolo completo e pôster original preservado. Os sinais externos são pontuais e não comprometem a boa apresentação geral da revista.
Mara estava no auge, Reneé ainda faria história e até o pôster atravessou as décadas no lugar — uma Nº 175 que conservou muito bem o que realmente importa ao colecionador.
Veja mais informações na descrição abaixo.
Informações Rápidas
- Publicação: Playboy Brasil
- Tipo de edição: Exemplar de Assinante
- Número da edição: 175
- Ano / Data: Fevereiro de 1990
- Quantidade de páginas: 134 páginas
- Editora: Editora Abril
- Preço de capa da época: NCz$ 140,00
- Modelo de capa: Mara Maravilha
- Fotografia da capa: João Antônio
- Playmate em destaque: Reneé Tenison
- Pôster: Reneé Tenison — presente e em excelente estado
- Estado geral: MUITO BOM
Modelo em Destaque — Mara Maravilha
Poucas capas brasileiras da Playboy daquele período produzem um contraste tão imediato entre a personagem pública e a mulher apresentada pela revista quanto esta de Mara Maravilha.
Seu nome de nascimento é Eliemary Silva da Silveira, nascida em 6 de março de 1968, em Itapetinga, Bahia. Ela começou a aparecer na televisão ainda criança e construiu boa parte de sua formação artística na televisão baiana antes de alcançar projeção nacional.
Em fevereiro de 1990, quando esta Playboy chegou ao público, Mara tinha 21 anos, faltando poucas semanas para completar 22.
Apesar da pouca idade, já carregava uma trajetória incomum.
Ainda menina, apresentou atrações na televisão da Bahia e ganhou experiência diante das câmeras muito antes de se tornar conhecida nacionalmente. Depois veio a mudança para São Paulo e a aproximação com Silvio Santos, que teve papel decisivo em sua transformação de Miss Mara em Mara Maravilha.
A consagração veio com o Show Maravilha, lançado pelo SBT em 1987. A atração colocou Mara entre os grandes nomes da programação infantil brasileira justamente em uma época de competição intensa nesse segmento.
No final dos anos 80, sua imagem estava fortemente associada às crianças, aos discos, aos programas de auditório e a uma quantidade expressiva de produtos licenciados. Mara não era apenas apresentadora: cantava, gravava discos e construía um universo de consumo próprio em torno de sua personagem televisiva.
É exatamente esse contexto que torna a capa de fevereiro de 1990 tão importante.
A Playboy não estava fotografando uma personalidade que ainda buscava reconhecimento. Estava colocando em suas páginas uma mulher cuja imagem era amplamente conhecida por famílias brasileiras e cujo rosto aparecia diariamente em um ambiente completamente diferente.
A chamada A Nudez Mais Desejada da TV explorava deliberadamente essa ruptura.
O ensaio começa na página 52 e recebe o próprio nome artístico da apresentadora como título. A fotografia de capa foi realizada por João Antônio, e os créditos editoriais registram ainda produção cuidadosa de cabelo, maquiagem e figurino, reforçando o tratamento de grande atração conferido à edição.
Visualmente, a capa utiliza uma paleta extremamente característica daquele verão: fundo azul-claro, grande logotipo vermelho e figurino amarelo. Mara aparece sorrindo e olhando diretamente para o leitor, preservando parte da familiaridade televisiva enquanto a revista altera completamente o contexto em que aquela imagem era conhecida.
O resultado tornou-se um registro muito específico da cultura brasileira de 1990.
Depois daquele período, Mara continuaria no Show Maravilha até 1994, manteria carreira musical e, na segunda metade dos anos 1990, passaria por uma importante transformação pessoal e artística ao se voltar para o segmento gospel. Posteriormente retornaria com frequência à televisão e participaria de realities e programas de entretenimento.
Décadas depois, sua imagem continua ligada tanto à geração dos programas infantis dos anos 80 e 90 quanto à música e à televisão. Em 2026, permanece em atividade como cantora e apresentadora, comandando atração própria na televisão.
A Nº 175, portanto, registra Mara não retrospectivamente, mas no coração de sua primeira grande fase de sucesso nacional.
Ensaio Principal — Mara Maravilha
A partir da página 52, a revista procura responder à pergunta apresentada no próprio índice: quem era a baiana Mara para além da personagem televisiva?
A força editorial do ensaio estava justamente nessa curiosidade.
Em uma época em que apresentadores infantis alcançavam audiências enormes e se transformavam em verdadeiros ícones nacionais, a participação de Mara em uma publicação adulta rompia deliberadamente com a imagem estabelecida pelo Show Maravilha.
Esse choque entre duas representações da mesma personalidade é parte fundamental do interesse histórico desta edição.
Hoje, a capa funciona também como documento de uma televisão em que os grandes apresentadores possuíam alcance extraordinário e conseguiam transitar entre música, publicidade, discos, produtos licenciados e revistas de circulação nacional.
Playmate do Mês — Reneé Tenison
Na página 74, a Playboy brasileira apresenta Reneé Tenison em Uma Mulata Nota 10.
O nome merece atenção já pela grafia: trata-se de Reneé Tenison, modelo americana nascida em 2 de dezembro de 1968, em Caldwell, Idaho, e não Tennyson.
Em fevereiro de 1990, Reneé tinha 21 anos.
A edição brasileira a descreve como tendo 22, uma pequena divergência cronológica interessante para quem examina a publicação historicamente. Pela data de nascimento documentada, ela só completaria 22 anos em dezembro daquele ano.
Reneé havia sido escolhida Playmate of the Month da Playboy americana de novembro de 1989, portanto sua publicação no Brasil ocorreu poucos meses depois da aparição original.
E havia algo ainda maior prestes a acontecer.
Ao longo de 1990, Reneé seria eleita Playmate of the Year, tornando-se a primeira mulher negra a receber esse título na história da Playboy americana.
Isso altera completamente a leitura de sua presença nesta Nº 175.
Para o leitor brasileiro de fevereiro de 1990, ela era uma nova Playmate americana. Para o colecionador atual, a edição registra uma modelo exatamente no limiar de uma conquista histórica dentro da própria publicação.
Reneé também tinha uma irmã gêmea idêntica, Rosie Tenison, igualmente ligada à carreira de modelo. As duas voltariam a aparecer juntas em produções posteriores da Playboy.
Depois de sua projeção como Playmate, Reneé desenvolveu carreira também como atriz. Participou de produções cinematográficas e fez aparições em diversas séries de televisão, entre elas The Fresh Prince of Bel-Air, Married… with Children, Family Matters e L.A. Heat, nesta última com participação recorrente.
Sua história com a Playboy igualmente continuou por muitos anos, com presença em vídeos, especiais e retrospectivas da publicação.
O Ensaio — Uma Mulata Nota 10
O texto brasileiro apresenta Reneé como uma americana apaixonada por jazz e samba, este último descoberto por meio do convívio com amigos brasileiros.
A chamada procura aproximar a Playmate do público nacional, construindo uma ponte cultural entre Estados Unidos e Brasil.
O aspecto mais interessante, porém, está no que a revista ainda não podia antecipar plenamente: aquela modelo publicada como uma nova atração internacional seria, pouco depois, elevada ao posto de Playmate of the Year de 1990.
Por isso, sua participação e a preservação do pôster oferecem uma camada adicional de interesse histórico para este número.
Pôster — Reneé Tenison
O pôster original de Reneé Tenison está presente e em excelente estado de conservação.
Esse é um diferencial relevante por dois motivos.
Primeiro, porque pôsteres eram materiais destinados a serem retirados e utilizados, razão pela qual muitos exemplares sobreviventes perderam seus complementos.
Segundo, porque Reneé viria a protagonizar uma conquista histórica para a Playboy ainda naquele mesmo ano.
Neste exemplar, revista e pôster permanecem unidos, preservando de maneira muito mais completa a configuração editorial originalmente oferecida ao leitor.
As Mulheres do Ano
A partir da página 102, a revista faz uma retrospectiva das personalidades femininas que marcaram suas páginas durante 1989.
Entre os nomes destacados pela própria capa aparecem Elba Ramalho, Tássia Camargo e Rosenery, acompanhadas por outras mulheres que haviam se destacado ao longo do ano anterior.
Esse tipo de retrospectiva é particularmente interessante para uma coleção cronológica porque oferece uma visão de como a própria Playboy interpretava seu passado imediato e quais personagens considerava mais representativas naquele momento.
Índice ou Sumário da Edição
- Panteras, Gatas & Coelhinhas — pág. 13: resultado da eleição da Mulher da Década e participação de modelos ligadas aos eventos da revista.
- Mulheres — pág. 27: dez personalidades revelam o que gostam de ouvir em diferentes momentos íntimos.
- Mara Maravilha — pág. 52: principal ensaio da edição.
- Uma Mulata Nota 10 — pág. 74: ensaio de Reneé Tenison.
- As Mulheres do Ano — pág. 102: retrospectiva das personagens femininas que passaram pela publicação em 1989.
- O Analista de Bagé — pág. 81: humor.
- As Piadas de Playboy — pág. 132: tradicional seção final da revista.
- Insiders — pág. 21: cafés vienenses e bebidas refrescantes.
- A Sedução pelos Perfumes — pág. 82: guia de fragrâncias para diferentes situações.
- As Supermáquinas dos Anos 90 — pág. 86: novidades automobilísticas que anunciavam a nova década.
- High Tech — pág. 128: rádio FM em formato de telefone para automóveis, primeiros fax portáteis e novidades tecnológicas.
- O Homem na Cozinha — pág. 14: gastronomia com receita de Ricardo Amaral.
- Os Segredos da Cerveja em Lata — pág. 62: matéria de verão sobre cervejas nacionais.
- Espanha É Uma Fiesta! — pág. 66: viagem e turismo.
- Nova Emoção nas Montanhas — pág. 92: esportes de aventura.
- Pequenos Toques — pág. 98: moda e estilo masculino.
Entrevista — Abílio Diniz
Na página 31, a grande entrevista da edição ganha excepcional peso histórico.
Abílio Diniz havia sido sequestrado em dezembro de 1989 e mantido em cativeiro durante vários dias, episódio que mobilizou intensamente o noticiário brasileiro.
A Playboy apresenta a conversa destacando que parte da entrevista havia ocorrido antes do sequestro e que o empresário voltou a falar posteriormente, permitindo à matéria registrar dois momentos drasticamente diferentes de sua vida.
Por isso, não se trata apenas de uma entrevista empresarial.
Ela funciona como documento contemporâneo de um dos acontecimentos policiais e midiáticos mais comentados daquela passagem de 1989 para 1990.
10 Perguntas — Luiza Tomé
Na página 126, Luiza Tomé, então fortemente associada ao sucesso de Tieta, participa da tradicional seção de perguntas rápidas.
Sua presença reforça como a edição permanece conectada à televisão brasileira daquele exato momento.
Bastidores — 24 Horas no Shopping Que Ninguém Vê
Na página 48, a revista acompanha os bastidores do Morumbi Shopping, oferecendo uma visão da operação de um dos grandes centros comerciais brasileiros.
É outra pauta que, décadas depois, ganha interesse documental pela maneira como registra hábitos de consumo, serviços e vida urbana no começo dos anos 1990.
Importância Histórica e Cultural
A Playboy Nº 175 é essencialmente uma revista sobre a transição.
A televisão infantil dos anos 80 aparece na figura de Mara Maravilha.
O futuro internacional da Playboy aparece em Reneé Tenison.
O Brasil traumatizado pelo sequestro de Abílio Diniz aparece na entrevista principal.
A nova década surge nas matérias sobre automóveis, tecnologia, moda e comportamento.
É justamente essa concentração de elementos contemporâneos que transforma a edição em algo maior que seu ensaio de capa.
Para quem observa a cultura brasileira de fevereiro de 1990, existem poucas maneiras tão imediatas de reencontrar as preocupações, personalidades, estética e linguagem daquele momento quanto folhear uma revista como esta.
Curiosidades da Edição
- Mara Maravilha tinha 21 anos quando esta edição foi publicada e já comandava um dos principais programas infantis do país.
- Seu nome de nascimento é Eliemary Silva da Silveira, e sua trajetória televisiva começara ainda na infância, na Bahia.
- Reneé Tenison havia sido Playmate americana de novembro de 1989 e seria eleita Playmate of the Year de 1990, tornando-se a primeira mulher negra a conquistar o título.
- A edição brasileira atribui 22 anos a Reneé, embora sua data de nascimento indique que ela ainda tinha 21 anos em fevereiro de 1990.
- A entrevista de Abílio Diniz registra declarações obtidas em momentos anteriores e posteriores ao seu sequestro, aumentando consideravelmente o interesse jornalístico da edição.
- Este exemplar conserva o pôster original de Reneé Tenison em excelente estado.
Valor para Coleção
- Capa de Mara Maravilha no auge do Show Maravilha.
- Exemplar de assinante.
- Fotografia de capa de João Antônio.
- Reneé Tenison pouco antes de sua histórica escolha como Playmate of the Year.
- Pôster original presente e em excelente estado de conservação.
- Entrevista documental com Abílio Diniz.
- Conteúdo fortemente representativo do verão e da cultura brasileira de 1990.
- 134 páginas, com miolo completo e em ótimo estado.
- Conservação geral favorável, com defeitos externos pequenos e bem localizados.
Usos e Benefícios
- Excelente para coleção cronológica da Playboy Brasil.
- Interesse especial para acervos dedicados a Mara Maravilha e à televisão brasileira dos anos 80 e 90.
- Muito interessante para colecionadores de Playmates americanas, especialmente pela presença de Reneé Tenison e de seu pôster.
- Material útil para pesquisa sobre fotografia, publicidade, televisão, comportamento, negócios e cultura popular.
- Exemplar particularmente atraente para quem procura revistas antigas com seus complementos originais preservados.
Por que Adquirir Este Exemplar?
Esta Nº 175 reúne dois momentos de carreira que o tempo tornou ainda mais interessantes.
De um lado, Mara Maravilha, com apenas 21 anos e já em pleno auge de sua popularidade na televisão brasileira.
Do outro, Reneé Tenison, publicada poucos meses depois de ser Playmate americana e às vésperas de se tornar a primeira mulher negra escolhida Playmate of the Year — com o pôster original ainda presente em excelente estado.
Fisicamente, o exemplar também se apresenta muito bem: há manchas pontuais na capa, pequeno desgaste no alto da margem esquerda e início de levantamento do papel na extremidade superior da lombada, mas a estrutura permanece firme, a contracapa está ótima e o miolo encontra-se íntegro e muito bem preservado.
É uma edição em que televisão, história da Playboy e jornalismo se encontram — e que este exemplar conserva com grande parte de seus elementos originais.
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Especificação: Playboy Nº 175 | Fevereiro de 1990 | Mara Maravilha | Pôster de Reneé Tenison Presente | Exemplar de Assinante
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